Por Priscilla Yumi Nishimura
Usar aparelho ortodôntico pode ser menos incômodo do que você imagina. Novas tecnologias permitem a correção de maloclusões usando aparelho transparente e removível. Os alinhadores estéticos surgiram nos Estados Unidos um pouco antes do ano 2000 e desde então são utilizados como uma nova modalidade de tratamento amplamente aceita pelos pacientes.
Os alinhadores consistem em aparelhos termoplastificados a vácuo ou por pressão, feitos após o scaneamento 3D ou moldagem precisa da boca do paciente. Através de modernos softwares, o planejamento é definido junto com o ortodontista e os alinhadores são confeccionados. Para ocorrer a movimentação dentária, o paciente deve usar o alinhador durante todo o dia (removendo apenas para alimentação e higiene) e trocá-lo de 15 em 15 dias por um novo alinhador.
A indicação do uso dos alinhadores pode ser feita para adolescentes, homens e mulheres, desde que haja colaboração do paciente com o uso do alinhador (mínimo de 20 horas por dia). Dependendo da movimentação dentária necessária e do formato dos dentes (dentes com a coroa clínica muito curta ou expulsivos demais) o alinhador pode ser contra-indicado.
As vantagens dos alinhadores são a estética (totalmente invisíveis), o conforto (ausência de fios e braquetes machucando a bochecha), a higiene (como é removível, diminui as chances de cáries, manchas, gengivites e periodontites) e a função (não atrapalha a fala nem a mastigação).
Como toda tecnologia inovadora, os alinhadores também têm seu valor e o custo do tratamento é mais caro que o tratamento convencional com braquetes.
O Sistema Invisalign foi o pioneiro e é o que hoje agrega maior tecnologia, know-how, previsibilidade e confiabilidade. Ele pode ser indicado para quase todos os tipos de maloclusões mas é o que possui maior custo.
Depois dele, surgiram outros como Sistema Essix (Dentsply), Sistema Clear Aligner (Scheu Dental), Compass 3D, Easy solution,...
A maior indicação para o uso de alinhadores estéticos nacionais é para o paciente adulto que já usou aparelho ortodôntico e que teve recidiva de alguns dentes (pequeno apinhamento dental) e que não suporta a idéia de colar novamente os braquetes na boca. De custo mais acessível, os sistemas nacionais viabilizaram a lapidação de sorrisos sem o desconforto e o comprometimento estético associado aos fios e braquetes.

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